domingo, 24 de abril de 2011


As empresas ficam vulneráveis sem a atuação do RH?
Fonte: Rh.com.br

Ações estratégicas tomadas nas situações mais adversas e que não podem esperar para "amanhã". Situações como essas acontecem diariamente e em organizações que atuam nos mais diversos segmentos. Além do fato impactarem diretamente nos negócios, as decisões adotadas também influenciarão direta ou indiretamente no dia a dia dos profissionais. É possível minimizar os reflexos das mudanças diante das pessoas que dão vida às empresas? O que se pode fazer para que os colaboradores entendam e acompanhem, por exemplo, os processos de inovação?
A resposta pode ser dada através de uma área de Recursos Humanos que se faça presente em todos os momentos decisivos para as companhias. Segundo Carlos Hilsdorf, economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, escritor, consultor e pesquisador do comportamento humano, o RH estabelece a reflexão e o diálogo entre as pessoas e as particularidades do negócio. "Sem este diálogo a empresa torna-se míope frente às necessidades do mercado e de seus colaboradores, perdendo completamente as mínimas condições de obter sucesso sustentável", assinala.
Em entrevista concedida ao RH.com.br, Hisldorf faz um alerta para fatos comuns à rotina das empresas e que necessitam da atuação direta do profissional de Recursos Humanos. A formação do profissional do RH moderno, afirma o consultor, é multiexpertise e estabelece os links interdisciplinares necessários para promover a realização das pessoas e o sucesso dos negócios. Carlos Hilsdorf participará do 5º ConviRH (Congresso Virtual de Recursos Humanos) - evento promovido pelo RH.com.br, que acontece no período de 12 a 27 de maio próximo. Durante a realização desse evento que é 100% virtual, ele ministrará a plaestra "O valor da motivação para empresas competitivas". Confira essa interessante entrevista na íntegra e faça uma reflexão sobre o assunto. Boa leitura! 
RH.com.br - Hoje, ao traçar ações estratégicas para as organizações torna-se arriscado deixar a área de RH fora das ações futuras?
Carlos Hilsdorf - A qualidade da execução de uma estratégia depende do comprometimento e da competência das pessoas envolvidas. É o RH que detém a expertise na Gestão de Pessoas, responsável pelo equacionamento das competências e dos incentivos ao comprometimento. A análise e a gestão das competências, o treinamento e desenvolvimento contínuo, o monitoramento do clima e da performance são assuntos que demandam dedicação e conhecimento específico. Qualquer reunião empresarial em que sejam debatidos o presente e futuro da empresa, para a qual o RH não foi convidado, é uma reunião míope. Não se pode tratar de decisões que impactem o futuro e o trabalho das pessoas sem que elas estejam envolvidas e sejam ouvidas. O RH é a área com expertise específica para estabelecer os parâmetros e os denominadores comuns entre as necessidades do negócio e as particularidades do comportamento das pessoas.
RH - Uma empresa que nega espaço para que o RH torne-se estratégico, de fato, pode ser considerada uma organização míope?
Carlos Hilsdorf - Empresas que negligenciam o espaço do RH são arcaicas em seus fundamentos mais básicos. Para estas empresas, a importância do capital humano é apenas retórica. Na ausência de capital humano comprometido e direcionado não ocorrem inovações relevantes. Assim, estas empresas acabam tornando-se obsoletas em curtíssimo espaço de tempo. O RH estabelece a reflexão e o diálogo entre as pessoas e as particularidades do negócio. Sem este diálogo a empresa torna-se míope frente às necessidades do mercado e de seus colaboradores, perdendo completamente as mínimas condições de obter sucesso sustentável.
RH - Pensar em uma gestão competitiva traz à tona a atenção especial que deve ser dada ao ativo intelectual da companhia. A área de RH é a mais indicada para realizar ações com foco nos talentos humanos?
Carlos Hilsdorf - A formação do profissional de RH moderno é multiexpertise e estabelece os links interdisciplinares necessários para promover a realização das pessoas e o sucesso dos negócios. As pessoas precisam de razões coerentes e motivos relevantes para se dedicarem em regime de alta performance. O conjunto de ações necessárias para obter o melhor das pessoas em favor dos resultados dos negócios pressupõe conhecimento da natureza humana e de negócios. O conhecimento da natureza humana frequentemente não é objeto de dedicação e estudo de outras áreas da organização, mas constitui a própria essência e a história da formação da área de Recursos Humanos. É natural que estas ações sejam coordenadas pela área que historicamente vêm acumulando conhecimento relevante e pertinente a estas ações. A liderança de toda e qualquer ação deve, por princípio, caber sempre à área que detenha o maior conhecimento no tema em questão.
RH - Em sua opinião, que atitudes o RH deve adotar no dia a dia para acompanhar as exigências do mercado, em relação à sua atuação como parceiro estratégico do negócio?
Carlos Hilsdorf - Quando falamos em negócios, a tônica é sempre obter resultados. Estes resultados não podem ser atingidos a qualquer custo, caso contrário não serão sustentáveis. Atitudes que demonstrem comprometimento com os resultados de médio e longo prazos, focados na sustentabilidade do modelo de negócios e na obtenção de vantagens competitivas nobres - aquelas difíceis de serem copiadas - são atitudes-chave para o RH da atualidade. Conseguir demonstrar os resultados qualitativos de suas ações e suas repercussões sobre a competitividade da organização é fundamental. Embora os mecanismos quantitativos de mensuração de resultados estejam em constante evolução, muitas das conquistas do RH são implícitas e não são facilmente demonstráveis por indicadores quantitativos de performance. Olhar a foto será sempre diferente de olhar o filme. As conquistas de RH são um longa metragem que jamais deverá ser contemplado por um fotograma isoladamente.
RH - De que forma o RH pode assegurar seu espaço estratégico no ambiente organizacional?
Carlos Hilsdorf - Demonstrando conhecimento relevante sobre a conceituação e as práticas essenciais das demais áreas, suas demandas e desafios, e colocando-se à disposição para colaborar de maneira efetiva e coerente com a evolução de cada uma delas, trazendo contribuições oriundas de sua visão holística e sistêmica. O profissional de RH deve preparar-se para debater conceitualmente com as demais áreas em nível de igualdade no que tange aos conhecimentos essenciais de gestão, marketing e vendas, demonstrando que suas propostas estão alinhadas com as necessidades oriundas destas áreas e contribuem efetivamente para a evolução dos negócios.
RH - Quais as principais competências que um RH deve ter, sejam técnicas ou comportamentais, para ser valorizado pelo mercado?
Carlos Hilsdorf - As principais competências derivam de uma formação cruzada - formal ou não - dotada de visão holística e sistêmica e multiexpertise que permita transitar bem e trazer contribuições efetivas para as diferentes demandas das diferentes áreas da organização. Por definição, o RH deve ser amplo, com modelo mental aberto ao novo e sempre continuamente comprometido em compreender as mudanças comportamentais que ocorrem em cada interação entre a empresa e seus colaboradores no contexto do modelo de negócios em questão.
RH - Ainda é nítida a dificuldade do RH tornar-se um parceiro estratégico?
Carlos Hilsdorf - Os resquícios da Era Industrial ainda fazem com que muitas pessoas olhem para os processos como se fossem desconectados das pessoas e pudessem obter resultados por sua excelência intrínseca. Esta visão do ser humano como apêndice do processo, como um número ou parte de uma máquina é responsável pelos maiores atrasos em organizações que tentam obter resultados à custa das pessoas e não em parceria com as pessoas. Infelizmente ainda é grande o número de organizações que, no discurso, pregam que as pessoas são seu maior ativo, mas na prática tratam as pessoas como meras engrenagens de um processo produtivo mecanicista. Ainda temos no Brasil muitas empresas que tratam o RH como o Departamento Pessoal de seus primórdios da Era Industrial.
RH - Qual o erro que o senhor considera mais grave, diante da atuação de RH?
Carlos Hilsdorf - Sem dúvida a falta de critério e senso crítico na contratação de atividades de treinamento e desenvolvimento de pessoas. É frequente vermos atividades que não passam de injeção de ânimo serem denominadas de motivacionais, ou dinâmicas desprovidas de fundamentação serem utilizadas apenas por serem diferentes. Ainda há muito de autoajuda em determinadas ações e isso compromete a credibilidade da área e os avanços necessários ao cenário atual. Isso precisa mudar.
RH - Esses entraves no caminho do RH tendem a perder força em curto prazo?
Carlos Hilsdorf - Felizmente, cada dia mais temos profissionais de RH mais maduros, com maior cultura pessoal e empresarial e menos suscetíveis a modismos ou visões poéticas e distanciadas da realidade do mundo dos negócios. Estes profissionais não perdem o melhor da essência do RH, mas ao mesmo tempo, adquirem os elementos que faltavam aos seus antecessores como, por exemplo, um conhecimento conceitual mais profundo sobre o universo dos negócios e a realização de práticas mais efetivas e sustentáveis em debates conceituais com as demais áreas. Estamos vivendo a melhor fase do RH na história do Brasil, sou um grande entusiasta e parceiro da área no país. Sempre defendi em minhas palestras e debates dentro e fora do Brasil a importância da área e o valor dos profissionais que se dedicam a esta difícil, mas cativante tarefa de realizar a Gestão de Pessoas em ambientes competitivos, contribuindo para o desenvolvimento das pessoas, organizações e da sociedade como um todo. As mais significativas revoluções em negócios vivenciadas na última década tiveram como precursores profissionais ligados ao RH, isto é fantástico.
RH - Quais suas expectativas para os profissionais de Recursos Humanos que atuam no Brasil?
Carlos Hilsdorf - Entendo que temos no Brasil o melhor contingente de grandes profissionais de RH do mundo, porque, além de competentes, os profissionais brasileiros não aplicam friamente técnicas e conceitos, eles envolvem-se visceral e espiritualmente no que fazem. Vivem e vibram a cada conquista. Minhas expectativas são as melhores, pois estamos deixando uma era de tentativa e erro e adentrando em uma era de maior profundidade conceitual e senso crítico, isto só trará credibilidade crescente para a área e melhores resultados para as pessoas e os negócios.


Atingir resultados é o que mais motiva um líder, dizem especialistas

VN:F [1.7.5_995]
Por Infomoney
O líder é o responsável por motivar a sua equipe, mas o que será que o motiva? De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Coaching, Villela da Matta, e a diretora-presidente da Projeto RH, Eliane Figueiredo, o resultado alcançado, tanto por eles como pelo seu time de profissionais, é o principal esíimulo dos gestores.
A especialista acrescenta que muitos chefes são motivados também pelo objetivo de cumprir um desafio ou até mesmo pelo feedback que recebem da empresa ou de seus supervisores. “Estes são fatores que motivam de uma forma geral, mas existem as nuances, já que cada pessoa tem um estilo e algo que motiva mais”, diz.
Para Eliane, um gestor desmotivado pode ser prejudicial para a sua própria atividade, para o restante da equipe e para a empresa. Ela ressalta que o líder tem de saber qual o seu papel dentro da organização. Segundo ela, um chefe desmotivado “contamina” o restante do grupo, o que acaba se tornando um ciclo vicioso, pois os profissionais não irão produzir o que é esperado.
“O gestor também é um ser humano. Ele também tem os seus dias ruins e problemas pessoais. Mas, cabe a ele buscar uma solução. Não adianta lamuriar. Sem energia, ele causa muito estrago. A equipe precisa de um comandante, o barco não pode ficar sem rumo”, declara.

Automotivação
Já para Villela, o líder tem de se automotivar. Ele explica que a automotivação está relacionada diretamente com a consciência que o gestor tem do cargo que ele ocupa. “Um líder sabe qual é o seu papel dentro de uma organização. Ele sabe quais são os seus valores, isso o motiva”, diz.
Para o especialista, os estímulos de motivação têm de ser internos e não externos. Segundo Villela, as empresas que motivam seus colaboradores somente com aumento de salários, promoções e benefícios ficam sujeitos a sempre terem de oferecer mais, pois estas “recompensas” satisfazem por um período curto de tempo.
Ele afirma ainda que um líder que não sabe se motivar, não é um líder, e sim um chefe. Para Villela, “um líder lidera um grupo por seus valores, seus princípios. Ele lidera por exemplos e não por palavras. A liderança é uma habilidade e tem de ser desenvolvida”, finaliza.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O sucesso não tem preço!

por Carlos Alberto Julio

Trabalhar bastante já faz parte da vida de quase todos os profissionais que conheço. Aquela jornada de 40 horas semanais há tempos que foi esquecida por muitas organizações. E não é raro nos pegarmos respondendo a e-mails e trabalhando nas horas que deveriam ser lazer, como finais de semana, madrugadas, ou ainda nos feriados.

Parece que ainda sofremos os efeitos colaterais da reengenharia das empresas, que enxugou o quadro de funcionários, e aumentou violentamente o volume de trabalho de todos eles, sem, no entanto, aumentar tão significativamente seus salários e o reconhecimento pelos resultados alcançados.

E esta é uma questão que aflige a todas as camadas hierárquicas das empresas, sejam elas pequenas, médias ou grandes. A situação se faz presente do salão de beleza, no hipermercado e na multinacional.

O cenário que temos hoje é de extremo cansaço nas empresas. Principalmente, por parte dos melhores talentos, que por uma questão matemática, assumiram um maior volume de trabalho. Em outras épocas, o medo de perder o emprego determinou muitas de nossas ações e atitudes cotidianas. Hoje, o ambiente pede que se tenha um reconhecimento digno por todo o esforço empregado para a obtenção de resultados significativos. Você anda despontado com o seu reconhecimento?

Pois saiba que menos de um terço dos altos executivos quer ser reconhecido pelo aumento de responsabilidades, e quase metade dos gerentes quer mais responsabilidade, o que nos faz concluir que muito mais que os executivos, os gerentes querem e buscam uma promoção como forma de reconhecimento, bem como oportunidades para crescer e ser reconhecido por toda a organização.

Mas o que será que a maior parte das pessoas busca como forma de reconhecimento? Se você pensa que é o salário, está redondamente enganado. Os trabalhadores buscam hoje palavras sinceras, que sirvam como incentivo para o crescimento. Elas são, comprovadamente, catalizadoras de sucesso nas empresas. E por que fechar os olhos para esta necessidade?

As pessoas querem cada vez mais respeito e valorização. Se você não pode aumentar o salário ou distribuir bônus, cumprimente o seu colaborador por ter feito um bom trabalho. Faça isso com o coração, e descobrirá que a fórmula do sucesso é simples e barata. Experimente: não custa nada e pode ter um valor inestimável para quem recebe!

publicado 01/02/2011.14:51 por DGE-CNJ

terça-feira, 23 de novembro de 2010

POR QUE AS PESSOAS SE MOTIVAM? (OU SE DESMOTIVAM?)

Fonte Portal da Administração

Por Ernesto Artur Berg


O assunto motivação, juntamente com liderança, é o mais complexo e debatido dos temas gerenciais. Existem milhares de livros escritos a respeito, e o conteúdo parece nunca se esgotar. O fato é que, do ponto de vista gerencial, motivação e liderança são as duas faces da mesma moeda. Você não pode ter uma sem possuir a outra ou – se preferir – uma não sobrevive sem a outra. É um casal que só vive feliz se estiver junto.

Todos nós conhecemos ou já ouvimos falar de pessoas que, a despeito de todas as adversidades e problemas, lutam continuamente com força de vontade e ânimo inabaláveis, até vencerem as dificuldades e alcançarem o objeto de seus desejos. Já outras pessoas, às vezes até com menos problemas, sucumbem rapidamente ante as primeiras dificuldades e não encontram energias e forças para retomarem a luta.

Qual a diferença entre o primeiro e o segundo tipo ? O que faz com que uma pessoa se lance animadamente à luta contra todos os obstáculos e os supere um a um, enquanto outra desiste, não raro, antes mesmo de chegar à metade do caminho?

A resposta é motivação. Um tem; outro, não. Um atinge seus objetivos pois está profundamente motivado para isso; outro não consegue, justamente por lhe faltar motivação. E a grande diferença é esta: um faz acontecer e o outro não.

Mas o que vem a ser motivação? Qual o significado dessa palavra?
Uma resposta parcial pode ser encontrada na própria palavra. Motivação: motivo + ação, isto é, um motivo que leve o indivíduo à ação, algo que o faça agir. Claro que o motivo tem de ser suficientemente forte para levar a pessoa a agir, de forma persistente, em busca de um determinado resultado.Logo a motivação está sempre
associada à expectativa de um resultado a ser atingido, que tenha grande significado e valor para o indivíduo que o procura, a ponto de fazê-lo agir. A busca desse resultado dá origem ao comportamento
que detona a ação necessária.

Portanto, a motivação é algo muito pessoal e íntimo. Está fortemente associada às expectativas e objetivos de vida de uma pessoa e também às necessidades não satisfeitas. Quanto mais alguém sente a necessidade de algo que não tem ou possui – seja material ou abstrato – mais envidará esforços (isto é, se motivará) em conquistá-lo.

sábado, 2 de outubro de 2010

Inovação e Conhecimento


O que o filme “Nosso Lar” tem a ver com Administração?

VN:F [1.7.5_995]
Por Fábio Bandeira de Mello

As produções de temática espírita parecem despertar o interesse dos brasileiros. A expectativa gigantesca na estreia de “Nosso Lar” foi correspondida. O filme baseado no best-seller homônimo do médium Chico Xavier obteve mais de três milhões de espectadores nas salas de cinema de todo o Brasil.
 Com isso, a obra conquistou a primeira posição no ranking dos filmes nacionais mais vistos desde que entrou em cartaz. O investimento robusto (ultrapassou a 20 milhões de reais) fez com que os recursos cenográficos recebessem especial atenção, acarretando num dos mais elaborados trabalhos do gênero no Brasil.

 Ok, mas o que isso tem a ver com Administração?
 Quando assisti o filme no cinema, refleti não apenas sobre questões intrínsecas ao espiritismo (como a reencarnação, questões morais e etc), mas como a Administração pode estar mais presente do que nós mesmos podemos imaginar.
 Desde quando foi lançado o livro, nos auges da década de 40, ou com a recente produção do filme, “Nosso Lar” vem criando certa polêmica por determinados fatos decorrentes na sua história.
 Caro leitor, quero deixar claro que não farei aqui um juízo de valores, de que é verdade ou mentira, ou se você acredita ou não em assuntos relacionados ao espiritismo. A proposta não é defender determinada doutrina religiosa, mas refletir sobre a presença de mecanismos relacionadas à Administração apresentados durante o filme.

 Tese
A tese levantada em “Nosso Lar”, assim como na doutrina espírita, de que a vida na terra (”plano material”) busca refletir o que acontece no chamado “mundo espiritual”, traz a tona a importância da Administração em todos os níveis existenciais.
Geralmente, os livros de “Introdução à Teoria Geral da Administração” definem a Administração como a tomada de decisão e gerenciamento de uma organização. Os princípios para administrar são planejamento, organização, direção e coordenação. Justamente, esses contextos são abordados claramente em diversos momentos de “Nosso Lar”.
O didatismo do livro e do filme, que esmiúça cada detalhe dessa outra realidade, indica semelhanças entre os conceitos da Administração do mundo material e espiritual. A própria estrutura  da colônia Nosso Lar atua como um verdadeiro centro organizacional. Há também, uma hierarquia de funções e cargos entre os espíritos, onde é preciso trabalhar para poder “evoluir”. Veja alguns exemplos:

Centro Administrativo: Dentro da “colônia espiritual” (a cidade onde reúnem os espíritos), existe a Governadoria que é o local onde partem as coordenadas para a administração pública, representadas pelos Ministérios da Regeneração, do Auxílio, da Comunicação, do Esclarecimento, da Elevação e da União Divina.
Juntos, elas configuram um verdadeiro e atuante centro administrativo.
Missões da empresa: Agregar valor, melhorar a qualidade, aumentar a produtividade, resolver problemas e conflitos, alcançar objetivos e, sobretudo, oferecer resultados ampliados. Essas são algumas das diretrizes empregadas tanto nas empresas aos seus funcionários, quanto às utilizadas pelos moradores espirituais em sua rotina.
 Direitos e deveres: Temos obrigações a serem cumpridas nesta outra dimensão, na qual, devemos aprender, trabalhar e realizar tarefas, sempre obedecendo uma hierarquia bem dividida e organizada.
 Premiação: Os funcionários mais graduados por tempo de serviço, dedicação e espiritualidade, moram mais próximo da Praça Central. Já nas casas mais afastadas estão as residências de uso diversos.
 Trabalho em equipe: A vida de cada ser é empregada para servir ao próximo e buscar o auto desenvolvimento, principalmente participando de trabalhos coletivos e aprendendo a escutar os mais evoluídos.
 Quase um estágio: Todos são acompanhados e respeitados em seu processo de aprendizado.
 A cultura organizacional: Os recém-chegados à cidade espiritual passam por uma adaptação. O mesmo acontence com os profissionais novatos em uma empresa.
Diante do ponto de vista abordado em “Nosso Lar”, as premissas da Administração são primordiais para o estabelecimento da almejada harmonia da organização e avanço individual, independente do lugar e “plano” em que a pessoa se encontra.
 Parece que aqueles que gostam de usar o jargão “Administração está presente em tudo na vida“, deverão rever ou ampliar seus conceitos.

Gestão de Pessoas


Jeffrey Pfeffer: “Quer viver muito? Tenha poder”

VN:F [1.7.5_995]
Fonte HSM Online

Por Jeffrey Pfeffer
Professor de management da Stanford Graduate School of Business, considerado um dos maiores nomes mundiais em gestão de pessoas, Pfeffer abriu o segundo dia do Fórum HSM de Negociação perguntando para a plateia: quem gostaria de ter mais poder?

O professor define poder como a capacidade de conseguir o que se almeja – especialmente em situações de disputa. “Você tem poder até o ponto em que você pode, em decisões contestadas, fazer as coisas do seu jeito sem nunca ter de deixar uma posição, a menos que se queira”. Para Pfeffer, o poder pode ser avaliado por suas fontes, aplicações, status e posição. E qual a relação entre o poder e as negociações?
O especialista responde explicando que a negociação é um processo no qual se dividem coisas. “Às vezes, negociar implica repartir um recurso, como dinheiro, entre as partes. Se não levarmos em conta as habilidades de negociação, é a distribuição inicial de poder que determina quem conseguirá mais de uma negociação”. Portanto, você estará em melhor situação se entrar numa negociação com mais poder.
Pfeffer ressalta ainda que o poder afeta os resultados de negociações entre nações, empresas, pessoas e organizações. Para ele, a habilidade para negociar e para exercer poder está relacionada ao talento para representar, talento lingüístico, talento para atrair outros e talento para influenciar. “O poder é importante quando consideramos um processo de negociação e seus resultados. Neste processo, uma
das habilidades mais importantes é a de agir”, afirma.

Último segredo sórdido
“Nós achamos que queremos o poder, mas não vamos realmente atrás dele”, sentenciou Pfeffer, afirmando que o poder é o ultimo segredo sórdido de uma organização.” Muito se fala sobre dinheiro e sexo, mas pouco se fala de poder nas organizações. Somos motivados a creditar que o mundo é justo e bonito, e que o poder será conseqüência de tudo”. Pfeffer analisa que essa não é a realidade do mundo, e que na maior parte das vezes recebemos o que é possível obter numa negociação, não necessariamente o que merecemos. Ele destaca ainda que as habilidades comerciais e técnicas, bem como o talento, são importantes para exercer o poder. Temos de contribuir para nossa eficácia e a de nossa organização.
“A organização se cuida muito bem, agora os líderes precisam se preocupar com suas próprias eficácias. Isso tudo está relacionado, mas de certa forma são coisas distintas”. O professor chama a atenção sobre os benefícios do poder. “Por que nos preocupamos em ter poder?”, questiona. Porque o poder pode ser monetizado, transformado em dinheiro. “Utilize o poder em seu favor”, aconselha, ressaltando que é possível transformá-lo em riqueza a partir do momento em que permite a você realizar coisas e influenciar as mudanças.

Status e saúde
Pfeffer afirma que quando traduzido em maior controle sobre as condições de trabalho, o poder está associado à boa saúde e ao aumento da sobrevida. Ele conta que estudos de Whitehall, no Reino Unido, constataram uma relação inversa entre o cargo dos funcionários públicos e a taxa de incidência e mortalidade por doença arterial coronariana – mesmo levando em conta níveis de colesterol, índices de massa corporal, tabagismo e histórico familiar. “Quanto maior o seu escalão, menor o seu índice de doença coronariana”, argumenta.
Pesquisas subseqüentes documentaram a ligação entre controle sobre o trabalho, envolvendo autoridade para decidir e autonomia para utilizar as próprias habilidades, e efeitos positivos na saúde física e mental. A conclusão é a de que pessoas com mais controle, tem vida mais longa e saudável. “Quer viver muito? Tenha poder”, afirma Pfeffer.

Sucesso Profissional


Você sabe quais fatores mais contribuem para o sucesso profissional?

VN:F [1.7.5_995]
Por Redação Administradores
Para a obtenção do sucesso profissional, possuir qualidades como adaptação à cultura organizacional e motivação, assim como habilidade nas relações interpessoais se tornam muitas vezes mais importantes do que habilidades técnicas, especialização ou experiência anterior na área.
 Esse foi o resultado de uma pesquisa realizada pela consultoria organizacional Right Management, com mais de 890 dirigentes e profissionais de recursos humanos, sobre os principais valores para contribuição no desempenho de profissionais.
 A pesquisa constatou que as empresas valorizam profissionais que se motivam pelas oportunidades na organização e como eles interagem com os colaboradores à sua volta. O número de entrevistados que apontou “adaptação à cultura organizacional / motivação” como fator que mais contribuíram para o desempenho, superou em duas vezes e meia aqueles que citaram “qualificações técnicas” ou “experiência na função” como mais importantes.
 De acordo com Elaine Saad, country manager da Right para América Latina, ainda que um profissional possua um excelente currículo, sua performance fica comprometida quando ele se mostra inflexível ou não consegue se adaptar aos valores da companhia. “É imprescindível que as empresas estejam atentas a este cenário para que não percam seus talentos e consigam sobreviver ao mercado casa vez mais competitivo”, aponta a consultora.
 Segundo Elaine, quando os colaboradores percebem que não existe coerência entre a liderança e a cultura organizacional, eles perdem a motivação e tendem a diminuir a produtividade ou buscar desafios em outras empresas. A executiva destaca um prejuízo ainda maior, causado pelo desencanto que a falta de alinhamento pode provocar. Sem os líderes certos, capazes de fazer progredir a organização, a empresa perde a velocidade e a sua margem competitiva.
 Confira três passos para garantir o melhor desempenho de um profissional na organização, de acordo com a consultora Elaine Saad:
 Identificar – Analisar os elementos básicos da cultura organizacional. Antes de determinar se o profissional possui ou não a capacidade para se adaptar a cultura da empresa, é preciso determinar os atributos básicos dos seus próprios valores, como se a organização valoriza a inovação ou tem uma estrutura de comando rígida.
 Avaliar – As organizações devem identificar um corpo de líderes de alto potencial. A partir dessa análise, poderão determinar, por exemplo, aqueles cujos valores se alinham, com a cultura corporativa e que estariam mais propensos a se sentirem satisfeitos no trabalho e que devem ocupar cargos de liderança na organização.
 Desenvolver – Criar um programa para desenvolver os líderes que se destacarem, usando os resultados da avaliação para ajudar os colaboradores a desenvolverem suas habilidades interpessoais.